De todos os nossos problemas o principal está comigo: não saber o significado, a importância da espera. Resquícios de minha adolescência talvez, medo de ver escorrer entre os dedos todas as possibilidades, mania de tentar sempre brincar cruelmente com o tempo, envolvê-lo com as mãos, brincar de lego, brincar de deus. E isso tem se tornado como um câncer em mim, e mal sei diferenciar amor de sinto muito por te amar tanto e machucar tanto nunca querendo machucar. Se sentir a última da fila para poder requerer seu abraço. Mas hoje temos um azul profundo de céu, querendo colorir todos os cantos, querendo nos dar uma trégua, desculpas sinceras da vida.