O tombo foi tão grande que a dor nem veio. Morri de vez. Eu vi meu futuro me dar adeus (puxa, logo meu futuro!), eu não pude fazer nada para impedir que ele se despedaçasse enquanto tentava caminhar para longe de mim. A imagem ridícula de planos e sonhos renegarem a própria criadora e irem se quebrando um a um sem auto-piedade.
E com isso tudo veio a depressão negra...A paranóia obsessiva e a esquizofrenia que nunca desiste de distorcer minha realidade. E eu não posso mais perguntar " E agora?"; já que não há mais perguntas também não há mais respostas, e eu não passo de um monte de moléculas que ainda se mexe por pura lei física e biológica.
Freitag, März 30, 2007
Sonntag, März 25, 2007
Ode ao comunista!
Eu insulto o comunista! O comunista - comunista
O comunista vermelho!
A digestão bem-feita de Cuba!
O homem-foice! O homem-sangrento!
O homem que sendo russo, cubano ou alemão
é sempre um invejoso!
Eu insulto a choldra selvagem!
Os ignorantes! Os intelectobostas! Os gananciosos!
Que vivem dentro de corpos proletários,
e gemem sangue de alguns pobres coitados
para dizerem que nós capitalistas que os exploramos
e fazem manifestos sem um ideal digno!
Eu insulto o comunista biltre!
O indigesto feijão com arroz, dono da simplicidade insana!
Fora os que matam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!
Morte à inveja!
Morte às crueldades em seu cérebro!
Morte ao comunista-mensal!
Ao comunista-cinema! Ao comunista- partido!
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas imorais!
Oh! cabelos nas ventas! Fuças viscerais
Ódio aos temperamentos mesquinhos!
Ódio aos fingimentos morais! Morte à infâmia!
Ódio à subtração! Ódio aos secos e molhados
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao comunista piolhento,
cheirando ao ateísmo!
Ódio financeiro! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Tu! Fora o mau comunista!
E que Mário de Andrade aceite meu cuspe em seu túmulo de bom grado!
O comunista vermelho!
A digestão bem-feita de Cuba!
O homem-foice! O homem-sangrento!
O homem que sendo russo, cubano ou alemão
é sempre um invejoso!
Eu insulto a choldra selvagem!
Os ignorantes! Os intelectobostas! Os gananciosos!
Que vivem dentro de corpos proletários,
e gemem sangue de alguns pobres coitados
para dizerem que nós capitalistas que os exploramos
e fazem manifestos sem um ideal digno!
Eu insulto o comunista biltre!
O indigesto feijão com arroz, dono da simplicidade insana!
Fora os que matam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!
Morte à inveja!
Morte às crueldades em seu cérebro!
Morte ao comunista-mensal!
Ao comunista-cinema! Ao comunista- partido!
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas imorais!
Oh! cabelos nas ventas! Fuças viscerais
Ódio aos temperamentos mesquinhos!
Ódio aos fingimentos morais! Morte à infâmia!
Ódio à subtração! Ódio aos secos e molhados
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao comunista piolhento,
cheirando ao ateísmo!
Ódio financeiro! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Tu! Fora o mau comunista!
E que Mário de Andrade aceite meu cuspe em seu túmulo de bom grado!
Samstag, März 24, 2007
Perder é o que há
Mais um de meus sonhos se desmoronou bem na minha frente. Foi incrivelmente rápido, deu até para bater uma tristezinha, levando-se em consideração que eu não sinto mais nada além do meu corpo reclamando do calor. É exasperante ver do jeito que as coisas mudam de rumo, que promessas são apenas palavras pronunciadas de forma bonita e que até aquele juramente feito com os olhos e com o sentimento deixam de existir simplesmente por nada.
Pode ficar com seu tecido adiposo de estimação, eu não ligo, juro. O que eu queria era outra coisa, bem mais simples do que você achava que era. Enquanto ao meu último sonho desmoronado, eu vou lutar por ele, se eu perder isso o que irá me restar?! (Aos que disseram nada, parabéns).
Pode ficar com seu tecido adiposo de estimação, eu não ligo, juro. O que eu queria era outra coisa, bem mais simples do que você achava que era. Enquanto ao meu último sonho desmoronado, eu vou lutar por ele, se eu perder isso o que irá me restar?! (Aos que disseram nada, parabéns).
Dienstag, März 13, 2007
Adeus você...
Eu hoje vou pro lado de lá...
Eu tô levando tudo de mim que é pra não ter razão pra chorar.
Vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar...
Eu queria poder dizer que é para você, mas seria como assinar o meu atestado de fracasso. Meu alter-ego não deixaria eu dar a segurança para a "Sra. Insegura". Deixa ela sofrer aos quatro cantos...Enquanto eu alimento a minha perda de todos os dias assim , calada.
Eu tô levando tudo de mim que é pra não ter razão pra chorar.
Vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar...
Eu queria poder dizer que é para você, mas seria como assinar o meu atestado de fracasso. Meu alter-ego não deixaria eu dar a segurança para a "Sra. Insegura". Deixa ela sofrer aos quatro cantos...Enquanto eu alimento a minha perda de todos os dias assim , calada.
Montag, März 12, 2007
Todo mundo precisa de um amor...
Hoje quando vi no fotolog da Ju o texto sobre como ela fica infeliz em casamentos, logo me bateu a mesma infelicidade também. Ora essa, Anna! Você se acha o centro de tudo, só se ocupa com você e ainda por cima não alimenta sentimentos nem por um bichinho de estimação ( eu devolvi meu gato de estimação depois de 1 semana).
Será que eu conseguiria dividir minha vida com alguém?! Sabe, eu até conseguiria...Mas é como um sonho e esse sonho escapa tão rápido que fica só o cheirinho dele no ar...Porque até sonhos tem cheiro e gosto também, que depois de algum tempo passa a ser tão amargo que seu estômago revira á procura de algo para expelir em um vômito mitológico.
Só nos resta ir aos casamentos, falar mal do vestido da noiva, enxer a bolsa de salgadinhos na festa e se iludir dizendo "Ainda bem que eu não me amarrei.", sendo que queríamos nos amarrar e até suportar o hálito matinal terrível da pessoa, sabendo que seria como o mais caro perfume.
Será que eu conseguiria dividir minha vida com alguém?! Sabe, eu até conseguiria...Mas é como um sonho e esse sonho escapa tão rápido que fica só o cheirinho dele no ar...Porque até sonhos tem cheiro e gosto também, que depois de algum tempo passa a ser tão amargo que seu estômago revira á procura de algo para expelir em um vômito mitológico.
Só nos resta ir aos casamentos, falar mal do vestido da noiva, enxer a bolsa de salgadinhos na festa e se iludir dizendo "Ainda bem que eu não me amarrei.", sendo que queríamos nos amarrar e até suportar o hálito matinal terrível da pessoa, sabendo que seria como o mais caro perfume.
Samstag, März 10, 2007
E o resultado do meu teste psicológico foi:
Your Results:
Disorder Rating Information
Paranoid: Very High
Schizoid: High
Schizotypal: High
Antisocial: High
Borderline: Very High
Histrionic: Very High
Narcissistic: Very High
Avoidant: Very High
Dependent: High
Obsessive-Compulsive: High
É confortante saber que eu sou ignorável, doente e desequilibrada mental. Ok, considere apenas o "desequilibrada mental", porque me ignorar eu admito que não é fácil (e o pedantismo ataca novamente...).
Disorder Rating Information
Paranoid: Very High
Schizoid: High
Schizotypal: High
Antisocial: High
Borderline: Very High
Histrionic: Very High
Narcissistic: Very High
Avoidant: Very High
Dependent: High
Obsessive-Compulsive: High
É confortante saber que eu sou ignorável, doente e desequilibrada mental. Ok, considere apenas o "desequilibrada mental", porque me ignorar eu admito que não é fácil (e o pedantismo ataca novamente...).
Montag, Februar 26, 2007
Falling down...And down...And down...
Aquela teoria de "poderia ser pior" já caiu e muito no meu conceito. Não tenho mais para onde cair, até Satã rejeitaria a minha alma agora. E a sensação de que não haverá reviravolta ou segundo tempo para recuperar o jogo, me faz ficar mais paranóica e mais indisposta.
Chego da escola morta, me jogo na cama completamente encharcada de suor. Para trocar de roupa é um trabalho que só vendo...Primeiro tiro a primeira perna da calça e só depois de meia hora tiro a outra perna. Até vestir uma roupa qualquer, tomar um banho, entrar na internet e ver que as coisas continuam cruelmente iguais. Voltei á época do autismo por oção.
Não posso fazer mais nada, além de não fazer mais planos e nem ter mais sonhos. Faço agora o que me vêm na cabeça. E meu cabelo vai acabar ficando roxo novamente ao invés desse loiro quase aguado de agora. Se o meu corpo pudesse criar vida própria e se separar de mim... Mas todo mundo tem que viver sua vida e só Deus sabe como eu devo viver a minha...
Você se tornou cego, surdo e mudo. Eu lamento que você em vez de me tirar essa dúvida cruel , apenas finja que está sendo educado... Afinal de contas, o desprezo não é nenhum tipo de educação, meu caro. Que tipo de " monstrinho" você se tornou?! Ou o "monstrinho" é apenas a minha pseudo-esquizofrenia tentando me enganar pela milésima vez?! Oh, meu Deus...
Chego da escola morta, me jogo na cama completamente encharcada de suor. Para trocar de roupa é um trabalho que só vendo...Primeiro tiro a primeira perna da calça e só depois de meia hora tiro a outra perna. Até vestir uma roupa qualquer, tomar um banho, entrar na internet e ver que as coisas continuam cruelmente iguais. Voltei á época do autismo por oção.
Não posso fazer mais nada, além de não fazer mais planos e nem ter mais sonhos. Faço agora o que me vêm na cabeça. E meu cabelo vai acabar ficando roxo novamente ao invés desse loiro quase aguado de agora. Se o meu corpo pudesse criar vida própria e se separar de mim... Mas todo mundo tem que viver sua vida e só Deus sabe como eu devo viver a minha...
Você se tornou cego, surdo e mudo. Eu lamento que você em vez de me tirar essa dúvida cruel , apenas finja que está sendo educado... Afinal de contas, o desprezo não é nenhum tipo de educação, meu caro. Que tipo de " monstrinho" você se tornou?! Ou o "monstrinho" é apenas a minha pseudo-esquizofrenia tentando me enganar pela milésima vez?! Oh, meu Deus...
Mittwoch, Februar 21, 2007
Back from carnaval
Viagem, mar, sol e areia grudada nos pés. Pela manhã todo sono do mundo, à tarde o mar...E só o mar! Um mar calmo, claro e salgado. Quando o sol estava quase chegando ao fim eu sentava bem na beirada da areia ou perto do pier e ficava olhando aquela visão linda do pôr-do-sol que me deixava fascinada com tanta beleza.
Quando chegava de noite era aquela agitação. Samba e axé, pois é carnaval. Então, larguei Placebo, Radiohead e Pavement de mão. Todos felizes, nenhuma preocupação, nenhuma competição e nenhuma frustração. Mas tudo isso só durou três dias.
Chegando em casa, fui me olhar no espelho depois de tanto tempo sem encará-lo. Tomei um susto. O colo antes branco e sem vida se tornou levemente bronzeado, o rosto antes macilento e pálido estava corado com o nariz levemente avermelhado e não era de choro, era de descanso e satisfação e os olhos...Se tornaram doces e expressivos. Voltei completamente centrada e calma, segura de mim mesma e toda amargura sumiu (ao menos parece). Sou outra, ou talvez o que eu fui um dia.
Quando chegava de noite era aquela agitação. Samba e axé, pois é carnaval. Então, larguei Placebo, Radiohead e Pavement de mão. Todos felizes, nenhuma preocupação, nenhuma competição e nenhuma frustração. Mas tudo isso só durou três dias.
Chegando em casa, fui me olhar no espelho depois de tanto tempo sem encará-lo. Tomei um susto. O colo antes branco e sem vida se tornou levemente bronzeado, o rosto antes macilento e pálido estava corado com o nariz levemente avermelhado e não era de choro, era de descanso e satisfação e os olhos...Se tornaram doces e expressivos. Voltei completamente centrada e calma, segura de mim mesma e toda amargura sumiu (ao menos parece). Sou outra, ou talvez o que eu fui um dia.
Mittwoch, Februar 14, 2007
A rotina cretina
Andava pela calçada meio cimentada, meio terrosa. Suas pernas ficavam bambas, pois estava no meio fio e, quando um carro passava sua excitação aumentava, até que passou um caminhão. " É agora! Vou me jogar na frente, vou ser deliciosamente esmagada."- disse. Mas estava com tanta vontade de viver mais um pouco( talvez viver o suficiente para tingir o cabelo, ou provar uma cerveja nova ou conhecer outros lugares) que não se atirou ao caminhão, apenas abriu o portão do prédio e entrou.
Foi direto ao banheiro, abriu a torneira e viu de relance o espelho, que evitou talvez por se detestar tanto que não conseguia suportar sua própria imagem refletida em qualquer lugar, ainda mais no espelho, onde as imagens aparecem claras. Não sabia se lavava ou não o rosto, pois não sabia se estava suja ou suada... Havia muito tempo que ela não sabia mais de nada. Apenas se sentou e comeu. Comeu pouco, a comida ia de um lado para o outro da sua boca e acabava entalada no esôfago.
Tinha tão pouco dentro de si que não sabia se a vitória tinha algum gosto e qual gosto era. Mas sabia o que não suportava: a si mesma. Estava raspando as pernas enquanto pensava cinicamente nisso tudo e... Vaps! Acabou fazendo um cortezinho na perna. O corte aumentou, escorria sangue de todos os lados e ia se tornando pouco a pouco uma ferida enorme e tenebrosa.
Ela caiu ao chão, pois sua perna estava consumida em uma poça densa de sangue e esse sangue escorria de um vermelho tão rubro que lhe saltava aos olhos.
De repente se deu conta que não havia sangue algum e nem corte. Sua perna estava intacta e sadia. Foi quando teve a certeza que a era esquizofrênica.
Foi direto ao banheiro, abriu a torneira e viu de relance o espelho, que evitou talvez por se detestar tanto que não conseguia suportar sua própria imagem refletida em qualquer lugar, ainda mais no espelho, onde as imagens aparecem claras. Não sabia se lavava ou não o rosto, pois não sabia se estava suja ou suada... Havia muito tempo que ela não sabia mais de nada. Apenas se sentou e comeu. Comeu pouco, a comida ia de um lado para o outro da sua boca e acabava entalada no esôfago.
Tinha tão pouco dentro de si que não sabia se a vitória tinha algum gosto e qual gosto era. Mas sabia o que não suportava: a si mesma. Estava raspando as pernas enquanto pensava cinicamente nisso tudo e... Vaps! Acabou fazendo um cortezinho na perna. O corte aumentou, escorria sangue de todos os lados e ia se tornando pouco a pouco uma ferida enorme e tenebrosa.
Ela caiu ao chão, pois sua perna estava consumida em uma poça densa de sangue e esse sangue escorria de um vermelho tão rubro que lhe saltava aos olhos.
De repente se deu conta que não havia sangue algum e nem corte. Sua perna estava intacta e sadia. Foi quando teve a certeza que a era esquizofrênica.
Mittwoch, Februar 07, 2007
Aula de Geografia
Meu professor com uma sutileza de elefante a falar sobre a situação mundial: "O capitalismo é explorador! O capitalismo é esquizofrênico! Vocês sabem o que é um esquizofrênico? É a pessoa que acha que vê coisas. Ele causa a fome de milhares de pessoas porque é cruel!"
Eu engoli a raiva e a retórica com tanta força e rapidez que meu estômago pesou. Pensei em falar com o cretino após a aula : "Escute professor, primeiramente o senhor não faz idéia do que é esquizofrenia! E segundo que o capitalismo não é cruel, ele é democrático. Eu estou certa e você, errado! E não há nada que o senhor possa fazer sobre isso." Mas daí vi que não ia dar em nada...Comunistas ou pré-comunistas ou são canalhas ou ignorantes demais para poder entender qualquer coisa. Me contentei em anotar as respostas e a pedir que Deus me desse paciência e santidade.
Eu engoli a raiva e a retórica com tanta força e rapidez que meu estômago pesou. Pensei em falar com o cretino após a aula : "Escute professor, primeiramente o senhor não faz idéia do que é esquizofrenia! E segundo que o capitalismo não é cruel, ele é democrático. Eu estou certa e você, errado! E não há nada que o senhor possa fazer sobre isso." Mas daí vi que não ia dar em nada...Comunistas ou pré-comunistas ou são canalhas ou ignorantes demais para poder entender qualquer coisa. Me contentei em anotar as respostas e a pedir que Deus me desse paciência e santidade.
Donnerstag, Februar 01, 2007
A Prova de Verão
Acordei cedo e minha cabeça doía...Não por ter acordado às 6:00 horas, mas porque era tanta fórmula grudada no meu cérebro que parecia que ele ia criar vida própria e sair da minha caixa craniana. Cheguei na escola e fiquei horas parada, esperando chamarem para a prova.
E lá estava eu sentada na primeira carteira, batendo a lapiseira cor-de-rosa e cheia de glitter na mesa. Fazendo as questões...Humm! Os raios betas diminuem sua carga negativa ao novo átomo e pronto! Entreguei a prova com o estômago quase saindo pelo reto.
Nada importava naquele momento e nem agora, o verbo esquecer ganhou tanta forma e vivacidade para mim que eu realmente pude conjugá-lo em voz alta: Eu esqueci. Mas tu esquecestes? Ele esqueceu? Nós esqueceremos, meu bem? Acho melhor eu escolher o outro verbo, quem sabe o verbo desintegrar. E os raios betas ,por acaso, somam e não diminuem sua carga...É...acho que vou parar na dependência escolar.
E lá estava eu sentada na primeira carteira, batendo a lapiseira cor-de-rosa e cheia de glitter na mesa. Fazendo as questões...Humm! Os raios betas diminuem sua carga negativa ao novo átomo e pronto! Entreguei a prova com o estômago quase saindo pelo reto.
Nada importava naquele momento e nem agora, o verbo esquecer ganhou tanta forma e vivacidade para mim que eu realmente pude conjugá-lo em voz alta: Eu esqueci. Mas tu esquecestes? Ele esqueceu? Nós esqueceremos, meu bem? Acho melhor eu escolher o outro verbo, quem sabe o verbo desintegrar. E os raios betas ,por acaso, somam e não diminuem sua carga...É...acho que vou parar na dependência escolar.
Mittwoch, Januar 24, 2007
Ego painted grey
As cores cintilantes do lustre do quarto se misturaram quando seus olhos ficaram marejados. Ela estava tão vazia e tão cheia, que não sabia a diferença entre o branco e o preto. Se esvaziava quando o vento úmido lhe cortava a face da pele, que era tão branca e tão macia, fazendo com que pensasse que tudo era extremamente fácil. Se enxia quando, sentia que estava perdendo algo, que não sabia bem o que era, mas sabia que ia fazer falta algum momento e fazê-la berrar de melancolia.
Ela não conseguia entender o por quê de nada, nem mesmo o de ainda estar mentalmente sã, mas espere, ela não estava mentalmente sã. A esquizofrenia a julgava, a fazia delirar em seus próprios medos que eram infantis, mas pareciam tão reais e tão importantes que seus olhos avermelhavam a cada lembrança dolorosa.
Talvez ela achasse que tinha encontrado algo valioso. Repetia para si: " Oh Deus! Meu Deus bondoso e misericordioso! Obrigada por me presentear com essa jóia de valor incalculável!". Mas o que ela jurava que era jóia, era apenas uma bijuteria falsa, que alucinava seus olhos, fazia-a entorpecer diante do que era real e jogar-se aos pés da ilusão. Era apenas a paranóia juntada a uma semi-esquizofrenia, que a fazia ver tudo no momento como se fosse duradouro e valioso.
Mas não era, então ela quis chorar. Não pode. Não sabia por que...Mas a demonstração de seus sentimentos tinham virado simples arrepios gelados a lhe percorrer o corpo. O seu corpo de 1 milhão de dólares, que não lhe tinha trazido nada senão uma redoma de elogios luxuriosos. Mas o que ela não tinha percebido era que, no fundo, não importava se ela fosse linda ou feia, inteligente ou burra. Todos sempre a deixariam sem algum vestígio de culpa na consciência, pois ela estava condenada a ficar só e a delirar em sua própria loucura.
Ela não conseguia entender o por quê de nada, nem mesmo o de ainda estar mentalmente sã, mas espere, ela não estava mentalmente sã. A esquizofrenia a julgava, a fazia delirar em seus próprios medos que eram infantis, mas pareciam tão reais e tão importantes que seus olhos avermelhavam a cada lembrança dolorosa.
Talvez ela achasse que tinha encontrado algo valioso. Repetia para si: " Oh Deus! Meu Deus bondoso e misericordioso! Obrigada por me presentear com essa jóia de valor incalculável!". Mas o que ela jurava que era jóia, era apenas uma bijuteria falsa, que alucinava seus olhos, fazia-a entorpecer diante do que era real e jogar-se aos pés da ilusão. Era apenas a paranóia juntada a uma semi-esquizofrenia, que a fazia ver tudo no momento como se fosse duradouro e valioso.
Mas não era, então ela quis chorar. Não pode. Não sabia por que...Mas a demonstração de seus sentimentos tinham virado simples arrepios gelados a lhe percorrer o corpo. O seu corpo de 1 milhão de dólares, que não lhe tinha trazido nada senão uma redoma de elogios luxuriosos. Mas o que ela não tinha percebido era que, no fundo, não importava se ela fosse linda ou feia, inteligente ou burra. Todos sempre a deixariam sem algum vestígio de culpa na consciência, pois ela estava condenada a ficar só e a delirar em sua própria loucura.
Montag, Januar 22, 2007
Matt e as suas verdades que me fizeram ainda mais pedante
Matt: Sabe, você está sendo bem má.
Eu: Eu??!! Mas eu sou estou respondendo aos ataques!
Matt: Você tem que fazer a pessoa se sentir mal.
Eu: Já fiz isso...Acontece que me permitem ir além disso!
Matt: Sua destruidora de lares!
Em relação a todo esse assunto, eu não tenho nada dizer senão: Não consigo sentir nada, pois não sei de nada. Tudo que posso fazer é manter meu sarcasmo e bom humor diante do fato de ter uma gorda feiosa invejando tudo que eu tenho e que ela nunca vai ter. Porque afinal de contas eu sou magra, linda e incondicionalmente um intelecto brilhante. Aff, estou mais pedante a cada dia que passa...
Eu: Eu??!! Mas eu sou estou respondendo aos ataques!
Matt: Você tem que fazer a pessoa se sentir mal.
Eu: Já fiz isso...Acontece que me permitem ir além disso!
Matt: Sua destruidora de lares!
Em relação a todo esse assunto, eu não tenho nada dizer senão: Não consigo sentir nada, pois não sei de nada. Tudo que posso fazer é manter meu sarcasmo e bom humor diante do fato de ter uma gorda feiosa invejando tudo que eu tenho e que ela nunca vai ter. Porque afinal de contas eu sou magra, linda e incondicionalmente um intelecto brilhante. Aff, estou mais pedante a cada dia que passa...
Donnerstag, Januar 18, 2007
Apatia a olho-nu
A apatia mostrou sua terrível imensidão em mim. Percebi isso quando, para levantar da cama, tive que me rastejar. As vezes a dor é tanta, que eu esqueço até meu nome. Tento escrever sobre tudo, mas é tanta dor, amargura, decepção e apatia para serem digeridos e formatados em escritos, que demora muito.
Estou me rendendo a esse jogo perverso, o qual eu nem sei se é realmente um jogo, ou, uma falta de consideração com o ser humano aqui. Ou se é ainda a esquizofrenia tentando corroer o resto da minha sanidade mental.
Meu anjo, me desculpe...É que as vezes eu sinto tanta dor que parece até que é real. É mais real do que eu imaginava, a dor e não o seu amor por mim. Mas eu tenho que me calar, que pensar nisso, que participar disso e finalmente acabar com isso. Eu te odeio de 5 em 5 minutos, o ódio é tanto que encobre os bons momentos, apaga o passado e demonstra só o presente, o meu tempestuoso e doloroso presente. A vida é um mau ator, que se debate no palco, rasga a sua fala e cai em prantos diante do público...É a peça que representa o idiota. E mais idiota é aquele que não participa da peça.
Estou me rendendo a esse jogo perverso, o qual eu nem sei se é realmente um jogo, ou, uma falta de consideração com o ser humano aqui. Ou se é ainda a esquizofrenia tentando corroer o resto da minha sanidade mental.
Meu anjo, me desculpe...É que as vezes eu sinto tanta dor que parece até que é real. É mais real do que eu imaginava, a dor e não o seu amor por mim. Mas eu tenho que me calar, que pensar nisso, que participar disso e finalmente acabar com isso. Eu te odeio de 5 em 5 minutos, o ódio é tanto que encobre os bons momentos, apaga o passado e demonstra só o presente, o meu tempestuoso e doloroso presente. A vida é um mau ator, que se debate no palco, rasga a sua fala e cai em prantos diante do público...É a peça que representa o idiota. E mais idiota é aquele que não participa da peça.
Dienstag, Januar 09, 2007
A perda só pode nos levar aos sentimentos nobres
Hoje de forma repentina me dei por vencida. Não sei exatamente do quê, se foi da indiferença, da solidão ou de um silêncio. Simples silêncio que podia ter significado um " espere por favor", mas que eu resolvi interpretar como um "não, eu não quero falar com você".
As tardes cada vez mais curtas, em que eu aproveito para estudar a matéria que eu não fiz a mínima questão de estudar o ano todo. Não lembro de nada, quer dizer, às vezes lembro mas é como um trailler de um filme desinteressante que a gente vê e não dá atenção.
"Não confie em ninguém da internet!" - Foi o que minha mãe sempre me dizia...E agora eu tenho que tirar o chapéu para ela. Mas era tão real... A maturidade não me deixa escapar das obrigações, então eu sou obrigada a te dar um adeus...Talvez definitivo, talvez temporário. Eu não sei e nem quero saber, estou fisicamente e mentalmente fraca. Àlcool, THC ou Valium...Nada mas faz efeito no meu organismo. A amargura deve estar debilitando-me cada dia mais.
As tardes cada vez mais curtas, em que eu aproveito para estudar a matéria que eu não fiz a mínima questão de estudar o ano todo. Não lembro de nada, quer dizer, às vezes lembro mas é como um trailler de um filme desinteressante que a gente vê e não dá atenção.
"Não confie em ninguém da internet!" - Foi o que minha mãe sempre me dizia...E agora eu tenho que tirar o chapéu para ela. Mas era tão real... A maturidade não me deixa escapar das obrigações, então eu sou obrigada a te dar um adeus...Talvez definitivo, talvez temporário. Eu não sei e nem quero saber, estou fisicamente e mentalmente fraca. Àlcool, THC ou Valium...Nada mas faz efeito no meu organismo. A amargura deve estar debilitando-me cada dia mais.
Donnerstag, Januar 04, 2007
Eu na sala com o psiquiatra
A viagem foi longa. Duas horas até a Tijuca, entro no elevador e chego ao tal andar. Toco a campainha e ele abre:
Psiquiatra: Como vai?
Anna: Bem, obrigada.
Psiquiatra: E então Anna, o que te fez vir até aqui?
Ela abaixa a cabeça e os olhos ficam marejados. Tenta se conter e não olhá-lo nos olhos, mas o olhar dele transmitiu tanta piedade para com ela, que ela mesma se sentiu uma grande mártir.
Anna: É difícil de explicar doutor...Há muito que eu não vivo, quer dizer, vivo mas nunca nesse mundo.
Psiquiatra: Não entendi, minha cara.
Anna: Desde os 4 anos de idade que eu vivo em um mundo paralelo que eu mesma criei. Só que me refugiei tanto nele que, não consigo mais enxergar as barreiras entre o meu mundo e o que é real.
Psiquiatra: Ahh, sim. Mas fale-me mais sobre esse mundo.
Anna: Nele as coisas são menos dolorosas e eu posso pausar e voltar em várias cenas para, se quiser, concertar inúmeras vezes meus erros.
Psiquiatra: Você vive de forma abstrata, pois tem medo de sofrer, então, evita contato com os outros seres humanos. E a propósito, você sofre muito.
Os olhos ficam marejados de novo, só que dessa vez ela chora. O psiquiatra pega um lenço para ela enxugar as lágrimas.
Anna: Me desculpe. Doutor, diga-me, eu sou esquizofrênica, não é?
Psiquiatra: Não. A esquizofrenia não é evolutiva e, nem doente você está. Você tem uma personalidade muito esquiva e também é neurótica, só.
Anna: Está bem.
Psiquiatra: Você terá que fazer uma psicoterapia, para podermos te readaptar ao mundo em si.
Anna: Claro, adeus doutor.
Psiquiatra: Até logo, minha querida.
Eu não procurei fazer uma psicoterapia. Houve uma parte que eu cortei, na qual falava de um assunto que me fez chorar que nem Madalena arrependida. Esse assunto não o mencionei para não expor demais minhas emoções ( não tenho mais 13 anos, né). Infelizmente, a garotinha que lidava com suas emoções de forma tão sofrida e aberta se retraiu tanto, que não tem mais vontade de mostrar aonde dói e nem de se readaptar ao mundo.
Psiquiatra: Como vai?
Anna: Bem, obrigada.
Psiquiatra: E então Anna, o que te fez vir até aqui?
Ela abaixa a cabeça e os olhos ficam marejados. Tenta se conter e não olhá-lo nos olhos, mas o olhar dele transmitiu tanta piedade para com ela, que ela mesma se sentiu uma grande mártir.
Anna: É difícil de explicar doutor...Há muito que eu não vivo, quer dizer, vivo mas nunca nesse mundo.
Psiquiatra: Não entendi, minha cara.
Anna: Desde os 4 anos de idade que eu vivo em um mundo paralelo que eu mesma criei. Só que me refugiei tanto nele que, não consigo mais enxergar as barreiras entre o meu mundo e o que é real.
Psiquiatra: Ahh, sim. Mas fale-me mais sobre esse mundo.
Anna: Nele as coisas são menos dolorosas e eu posso pausar e voltar em várias cenas para, se quiser, concertar inúmeras vezes meus erros.
Psiquiatra: Você vive de forma abstrata, pois tem medo de sofrer, então, evita contato com os outros seres humanos. E a propósito, você sofre muito.
Os olhos ficam marejados de novo, só que dessa vez ela chora. O psiquiatra pega um lenço para ela enxugar as lágrimas.
Anna: Me desculpe. Doutor, diga-me, eu sou esquizofrênica, não é?
Psiquiatra: Não. A esquizofrenia não é evolutiva e, nem doente você está. Você tem uma personalidade muito esquiva e também é neurótica, só.
Anna: Está bem.
Psiquiatra: Você terá que fazer uma psicoterapia, para podermos te readaptar ao mundo em si.
Anna: Claro, adeus doutor.
Psiquiatra: Até logo, minha querida.
Eu não procurei fazer uma psicoterapia. Houve uma parte que eu cortei, na qual falava de um assunto que me fez chorar que nem Madalena arrependida. Esse assunto não o mencionei para não expor demais minhas emoções ( não tenho mais 13 anos, né). Infelizmente, a garotinha que lidava com suas emoções de forma tão sofrida e aberta se retraiu tanto, que não tem mais vontade de mostrar aonde dói e nem de se readaptar ao mundo.
Dienstag, Januar 02, 2007
Ano Novo: simples reflexo dos mesmos erros do ano velho
Heloísa, foi realmente tudo de ruim, cara amiga. Eu tenho que te agradecer e de joelhos, por ter me ajudado em minhas idéias psicóticas e esquizofrênicas. Repetindo os mesmos erros de sempre : um a um, sem um mínimo de amor-próprio que mereça ser salvo a ponto de não poder pensar mais em nada, absolutamente nada.
É assim: Uma garota atormentada pelos próprios fracassos fica algumas horas diante do pc, até que ela raciocina que não há nada para se fazer lá. Então, ela se alimenta da vida alheia, dia após dia, recolhendo cada informação. Para quê?! Eu não sei...
Essa ociosidade que me ocupa em todos os dias das férias me cansa. Talvez porque o meu vazio se faz mais presente ,e claro, mais visível. Bar, casa, bar. Por que eu fico tão ansiosa para as férias? Eu não tenho nada, vida é uma palavra alheia e não utilizável para mim. Meu Deus, se eu acumular gorduras no abdômen , tiver uma cara de porquinho e uma mentalidade de criança boazinha e obediente de 5 anos, você ainda me amaria?!
Garotas excluídas, malvadas e ambiciosas já saíram de moda, para minha infelicidade!
É assim: Uma garota atormentada pelos próprios fracassos fica algumas horas diante do pc, até que ela raciocina que não há nada para se fazer lá. Então, ela se alimenta da vida alheia, dia após dia, recolhendo cada informação. Para quê?! Eu não sei...
Essa ociosidade que me ocupa em todos os dias das férias me cansa. Talvez porque o meu vazio se faz mais presente ,e claro, mais visível. Bar, casa, bar. Por que eu fico tão ansiosa para as férias? Eu não tenho nada, vida é uma palavra alheia e não utilizável para mim. Meu Deus, se eu acumular gorduras no abdômen , tiver uma cara de porquinho e uma mentalidade de criança boazinha e obediente de 5 anos, você ainda me amaria?!
Garotas excluídas, malvadas e ambiciosas já saíram de moda, para minha infelicidade!
Samstag, Dezember 30, 2006
Mini retrospectiva 2006
Bem, claro que não lembro de tudo mas vamos aos acontecimentos da minha vida nesse ano:
- A gloriosa briga com Kicila ( minha ex-melhor amiga);
- As conversas magistrais e a ajuda impagável do Eduardo (www.edulevy.blogspot.com) ;
- O calote no Ora Veja (Barzinho e pizzaria aqui do meu bairro);
- O quase coma alcólico que eu tive em Niterói;
- Eu ter desmoralizado vários comunistas e anarquistas na comunidade do Filósofa;
- A bebedeira braba que Mari teve na praça Chico Mendes ( a mãe dela teve que buscá-la e levá-la ao hospital para tomar glicose);
- O reencontro com Lukas Punk no Anime Xpress;
- Meu barraco com um bissexual escroto na praça Chico Mendes, só porque ele disse que para ser elfa, eu teria que ser gostosa ¬¬ ;
- A vinda de Arthur para o RJ (ele mora em São Paulo), foi com certeza a melhor das coisas que me aconteceram esse ano, lindo demais. Foram apenas 4 dias de namoro, mas uma amizade para a vida toda (assim espero). Enfim, ele é um fofo.
São só as pequenas coisas que eu lembro ainda. Vale ressaltar que eu fiquei na prova de verão de Química 1 , mas isso eu não boto em negrito nem que Deus me permitisse ver a morte de Mao. Feliz ano novo à todos que leram e também sofreram comigo.
- A gloriosa briga com Kicila ( minha ex-melhor amiga);
- As conversas magistrais e a ajuda impagável do Eduardo (www.edulevy.blogspot.com) ;
- O calote no Ora Veja (Barzinho e pizzaria aqui do meu bairro);
- O quase coma alcólico que eu tive em Niterói;
- Eu ter desmoralizado vários comunistas e anarquistas na comunidade do Filósofa;
- A bebedeira braba que Mari teve na praça Chico Mendes ( a mãe dela teve que buscá-la e levá-la ao hospital para tomar glicose);
- O reencontro com Lukas Punk no Anime Xpress;
- Meu barraco com um bissexual escroto na praça Chico Mendes, só porque ele disse que para ser elfa, eu teria que ser gostosa ¬¬ ;
- A vinda de Arthur para o RJ (ele mora em São Paulo), foi com certeza a melhor das coisas que me aconteceram esse ano, lindo demais. Foram apenas 4 dias de namoro, mas uma amizade para a vida toda (assim espero). Enfim, ele é um fofo.
São só as pequenas coisas que eu lembro ainda. Vale ressaltar que eu fiquei na prova de verão de Química 1 , mas isso eu não boto em negrito nem que Deus me permitisse ver a morte de Mao. Feliz ano novo à todos que leram e também sofreram comigo.
Sonntag, Dezember 24, 2006
Feliz Natal
Para aqueles que tem a barriga inchada por fome e vermes.
Para os que irão dormir ao relento.
Para os que sofrem e não estão suportando.
Para mim [depois de passar o pão que o diabo amassou eu mereço, né?].
Para o Eduardo, que tem feito de mim um ser humano digno.
Para a Lyanna, por escutar minhas lamentações infantis e por ser tão incrível e fofa.
Para meu filho de consideração, Renan, o qual tem sido meu apoio central.
E para aquele que está fazendo aniversário hoje, não é Jesus Cristo?!
Feliz aniversário Deus.
Para os que irão dormir ao relento.
Para os que sofrem e não estão suportando.
Para mim [depois de passar o pão que o diabo amassou eu mereço, né?].
Para o Eduardo, que tem feito de mim um ser humano digno.
Para a Lyanna, por escutar minhas lamentações infantis e por ser tão incrível e fofa.
Para meu filho de consideração, Renan, o qual tem sido meu apoio central.
E para aquele que está fazendo aniversário hoje, não é Jesus Cristo?!
Feliz aniversário Deus.
Mittwoch, Dezember 20, 2006
A profecia de Evellyn
Evellyn, querida amiga de tantos tempos difíceis, você tinha razão. Se lembra quando você me escreveu aquela carta muito fofa, dizendo o quanto gostava de mim e o quanto se preocupava? Eu me lembro de mais uma coisinha que estava escrito nela : "Anna, de tanto você amar quem não te ama você vai acabar não amando mais a ninguém e, jogando um pedaço do seu coração fora."
Amiga querida, a sua profecia está se cumprindo. De tanto eu idealizar algo que não era para ser idealizado, eu acabei novamente nas trevas do vazio. Meu coração não foi jogado fora, foi ignorado e, sem voz se tornou apenas mais um órgão de meu corpo.
De tanto querer ser tudo, acabei não sendo nada. Tentei entrar para a vida, no máximo fiquei na história. Como poderei adivinhar meu problema? As pessoas criam um tipo de alergia eterna a mim e a minha resposta a isso é um desprezo para com todos e uma misantropia absurda. Eu não quero ficar a vida inteira na abstraticidade, eu quero apenas ser a garota mais ambiciosa.
Amiga querida, a sua profecia está se cumprindo. De tanto eu idealizar algo que não era para ser idealizado, eu acabei novamente nas trevas do vazio. Meu coração não foi jogado fora, foi ignorado e, sem voz se tornou apenas mais um órgão de meu corpo.
De tanto querer ser tudo, acabei não sendo nada. Tentei entrar para a vida, no máximo fiquei na história. Como poderei adivinhar meu problema? As pessoas criam um tipo de alergia eterna a mim e a minha resposta a isso é um desprezo para com todos e uma misantropia absurda. Eu não quero ficar a vida inteira na abstraticidade, eu quero apenas ser a garota mais ambiciosa.
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